Falta pouco menos de um mês para que 2018 termine e, junto com ele, espera-se que fiquem para trás inúmeras correntes que prendiam o país em um ciclo vicioso puxado pela corrupção, que nos fez vítimas de todas as suas consequências, progressivamente.

Após vivenciarmos um período de muita polarização durante as campanhas eleitorais, é tempo de desviarmos o olhar daquilo que nos separa como indivíduos e realizarmos o esforço de identificar aquilo que nos une como nação, afinal estamos todos caminhando em direção ao mesmo destino.

Uma coisa é certa: o exemplo deste equilíbrio saudável deve partir de nossos governantes recém-eleitos, Jair Bolsonaro, na presidência do país, João Dória, no governo do estado, além, claro, dos representantes do Poder Legislativo.

Passada a eleição, é tempo para que os políticos escolhidos arregacem suas mangas em busca do que importa: a recuperação da economia brasileira.

Estivemos em crise por tantos anos que mal é possível identificar o estopim deste cenário, porém seu fim certamente precisa passar pela responsabilidade na gestão pública.

Reformas vitais nos campos político, trabalhista, previdenciário, jurídico e tributário já se mostraram um passo primordial. São assuntos que carregam imensa complexidade porém, a cada ano que deixamos de discutí-los seriamente, aumenta-se o fardo que a inação empurrará para carregarmos no futuro.

2019 precisa ser o ano da limpeza. Limpeza de tudo aquilo que foi incorporado ao sistema político e que não traz benefícios ao cidadão. Limpeza no montante absurdo de leis que confundem o sistema judiciário e travam tanto o crescimento das empresas quanto os mecanismos para investimento internacional em nosso país.

Além da faxina, 2019 é também o ano de simplificarmos. Simplificarmos a forma como cobramos e investimos tributos e tratarmos este assunto com transparência, para que cada cidadão saiba quanto aquilo que ele consome está preenchido por impostos.

Que seja ainda o ano da transformação. A renovação que todos pediam chegou ao Congresso e muitos dos partidos envolvidos em escândalos de corrupção perderam seu espaço. Que os novos protagonistas não cometam a intempérie de repetir os mesmos crimes.

Indicadores econômicos como a inflação já demonstram recuo e, junto com a sensação de otimismo que tem nascido com o mercado, renovamos também nosso estoque de confiança para investirmos com passos maiores em busca de mais reconhecimento no mercado de trabalho ou maiores saltos na condução de nossas empresas.

Estamos todos começando de novo, provavelmente mais atentos, duas vezes mais prevenidos, sinceramente esperançosos e muito competentes.

Esperamos por um governo que reconheça a resiliência do brasileiro diante de anos de insucesso e frustrações e abra oportunidades para que ele se reconecte com o ímpeto de vencer.

Em relação ao campo empresarial e industrial, não esperamos menos do que o reconhecimento de sua importância para o fortalecimento da economia, a geração de renda e a valorização do mercado nacional.

Sabemos que o crescimento do país passa pelo incentivo ao empreendedorismo e segue pela simplificação do ambiente de negócios em cada canto deste país.

Quando regamos as sementes plantadas pelo setor corporativo vemos nascer empregos, renda e dignidade para a população.

Através de seus frutos, vêm a confiança, que se transforma em consumo e faz o mercado girar prosperamente, alimentando, entretendo, fornecendo bens essenciais ao cidadão.

Sabemos que o caminho é longo e que a estrada possui inúmeras possibilidade de desvio mas, já vimos este filme antes, e os atalhos – a longo prazo – não foram bons para ninguém que percorreu suas vertentes.